É já no próximo sábado que estreia a mais nova produção do Centro Cultural. Os bilhetes para as sessões de sábado e domingo da “Revista… É Isto!” já esgotaram, mas sempre podem ir ver no próximo fim de semana.
Tive hoje o azar de estar a jantar ao mesmo tempo que a Manuela Moura Guedes apresentava o Jornal Nacional da TVI. Ainda que o meu chip anti-TVI (um aparelho de avançada tecnologia, que bloqueia a entrada nos meus ouvidos a quase tudo o que a estação de Queluz emite) esteja a funcionar bastante bem
Sou um fã assumido do Sérgio Godinho e considero-o mesmo um dos nosso melhores músicos. As letras que o Sérgio Godinho canta são fantásticas e mesmo passados mais de 30 anos do fim do estado novo, continuam a ter um cheirinho de militância que faz todo o sentido nos dias de hoje.
Não é pretenciosismo, nem falta de modéstia e muito menos ar de estrela. É só uma pontinha de orgulho e muita alegria por saber que afinal ainda vale a pena continuar.
Pela parte que me toca, muito obrigado Tiago. Acredita que, para mim e para muitas outras pessoas, o que escreveste é por demais importante.
Apetece-me citar Álvaro de Campos:
E toda a gente simplesmente elegante que passeia e se mostra e afinal, tem alma lá dentro.
Após alguns anos a fazer teatro e depois de ter pisado vários palcos, vivi hoje, no Centro Cultural Campo Maior, um dos piores momentos da minha “carreira artística”.
Não vou entrar em pormenores, no entanto posso adiantar que não teve nada que ver a minha interpretação, nem com a interpretação dos meus colegas, nem com os textos, nem com os técnicos, nem com os espaço, nem com a direcção, nem com a cenografia, nem com os figurinos… Será que alguém sabe o que é que sobra?
O que tinha escrito aqui há uns dias atrás confirma-se. Voltamos a representar a obra “Pessoa(s)” no Centro Cultural de Campo Maior, no próximo dia 1 de Novembro (que é como quem diz já amanhã), pelas 21.30 horas. Acrescento que o espectáculo volta ao palco nos dias 3 e 4 de Novembro, numa série de 3 representações para os alunos da Escola Secundária de Campo Maior.
Pode não parecer, mas o que está sentado sou eu. No papel de Álvaro de Campos, manipulado por José Pessoa Soutino, na peça de teatro Pessoa(s). A foto é de Pedro Gama, feita ao serviço da Rádio Campo Maior. A ele e à RCM o meu agradecimento pelo empréstimo.
Há dias em que nos sentimos cansados, esgotados, fartos, a bater no fundo, com um sono levado ao extremo, sem limites aceitáveis de paciência, em baixo, a roçar o derrotado, mas, porra, amanhã podemos começar outra vez e, sejamos francos, viver é bom.
Não, não tive direito a um dos computadores portáteis da E-Escola ou das Novas Oportunidades, nem sequer me tocou na rifa um dos novíssimos Magalhães.
Com a correria dos ensaios e de todos os preparativos uma peça de teatro implica, acabei por deixar passar esta. Estreou ontem no Centro Cultural de Campo Maior o recital de poesia Pessoa(s) com textos do genial Fernando Pessoa.