Coitado do Magalhães

Tenho andado para escrever um post sobre o assunto Magalhães, mas tenho vindo a adiar porque fui afectado por esta espécie de onda que teima em deitar abaixo o pobre do computador.

Quando comecei a ouvir falar do projecto, a primeira opinião que criei era positiva. Quer dizer, é um computador pessoal portátil com laivos de última tecnologia, assemblado em Portugal por uma empresa portuguesa que emprega portgueses, vai contribuir para a formação dessas pequenas bestas que são os alunos portugueses (desculpem-me, mas ainda estou traumatizado), tem um custo acessível aos pobretanas do portugueses e ainda por cima tem pontencial como produto exportável e poderá, assim, aumentar o PIB português.

É claro que me esqueci que tanto português e tanto Portugal íam dar merda. Porque ao contrário do que diz o famoso anúncio, para nós, portugueses, o que é nacional não é bom. Poderiamos até adaptar o chavão e passar a citá-lo numa nova forma, tipo o que é nacional é lixo e eu nem preciso de olhar e ver para saber.

Tendo em conta o parágrafo anterior, depois daquele primeiro impacto positivo, comecei a absorver uma enorme dose de negativismo em torno do Magalhães. Ele eram as televisões, ele eram os jornais, alguns blogs, os pais na fila do supermercado e até a malta que costuma discutir os prognósticos do futebol após os jogos. Tudo e todos falavam mal do Magalhães. E eu quase, quase me deixei convencer…

Mas vai daí, descobri hoje um post num blog que me voltou a abrir os olhos. Não é o Magalhães que não presta, somos nós, portugueses de meia-tijela, que não valemos os tomates de um gato…

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