Diário de Guerra do Afeganistão trazido a público pela Wikileaks

Wikileaks é o nome de uma página de Internet que tem vindo a ganhar um incrível protagonismo a nível político, social, jornalístico e popular em todo o mundo.

A Wikileaks foi criada e é mantida por um conjunto de jornalistas, freelancers e pessoas anónimas de todo o mundo e tem por objectivo trazer a público documentos classificados como secretos pelos governos.

Uma wiki web é, à semelhança de por exemplo a Wikipedia, um site onde o conteúdo é publicado e editado pelos próprios utilizadores. Caracteriza-se ainda e sobretudo pela rapidez com que a informação pode ser disponibilizada e pela grande interligação que existe entre todos os documentos que a compõem.

Leaks é a palavra inglesa para fugas, neste caso, fugas de informação altamente classificada e com impacto local, regional ou mundial.

Juntamos os dois e temos uma WikiLeaks, uma espécie de enciclopédia de segredos de estado que, certamente, os governos de todo o mundo preferiam que não vissem, nunca, a luz do dia. Por um lado porque são segredos e por outro porque para que apareçam a saltitar alegremente num site na Internet é porque alguém muito próximo deles anda a dar com a língua nos dentes.

Foi a Wikileaks que mostrou ao mundo, por exemplo, as imagens de um helicóptero das forças armadas norte-americanas a disparar sobre civis desarmados no Iraque enquanto os pilotos e os artilheiros faziam comentários como se estivessem a jogar arcade no salão de jogos lá do bairro. Sobre este assunto podem consultar (se conseguirem, porque o número de visitantes é tanto que o servidor não aguenta mais do que 2 minutos online) o site Collateral Murder onde estão as imagens e a descrição detalhada do que aconteceu naquele dia.

Hoje o Wikileaks voltou às bocas do mundo. Fez manchete nos mais importantes jornais diários, abriu telejornais e despertou a curiosidade de milhões de internautas anónimos ao disponibilizar um documento, com cerca de 90 mil páginas, intitulado Diário de Guerra do Afeganistão – 2004 | 2010 (Afghan War Diary, 2004-2010).

Sim, leram bem, 90 mil páginas de documentos secretos que contam, mais ou menos pormenorizadamente, as operações levadas a cabo pelas forças aliadas no Afeganistão durante 6 anos de guerra.  Reagiram, de imediato, os governos dos Estados Unidos da América, do Afeganistão e do Paquistão (que é metido na alhada por existirem fortes suspeitas de que dá para os dois lados. Tem dias em que ajuda os aliados a lutar contra os terroristas e tem dias em que ajuda os terroristas a lutar contra os aliados).

A curiosidade tem sido tanta que o site Wikileaks umas vezes abre, outras não e outras ainda parece ficar num limbo em que parece que vai abrir mas em que acabamos por nos esquecer do que íamos ver.

Dá-se o caso de, após muita insistência, ter conseguido entrar e fazer o download do documento na íntegra. É uma versão completa do site para ser consultada offline, o que facilita imenso a tarefa, e lembrei-me de o disponibilizar aqui em jeito de mirror. Se lhes interessa dar uma vista de olhos podem descarregar o documento (compactado em RAR) a partir deste link.

Depois de descarregado e de descompactado é só abrir o ficheiro index para ter acesso a este verdadeiro manancial de informação.

um documento, com cerca de 90 mil páginas, intitulado Diário de Guerra do Afeganistão – 2004 | 2010 (Afghan War Diary, 2004-2010).

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3 Responses to “Diário de Guerra do Afeganistão trazido a público pela Wikileaks”

  1. ABENAILDO
    23/11/2010 at 18:15 #

    FOFOQUEIROS DE INTERNET

Trackbacks/Pingbacks

  1. Wikileaks salvarguarda liberdade de expressão « (in) My Tech - 19/08/2010

    […] nada sobre o Wikileaks, poderão ler as várias notícias que têm saído nos mais variados blogs e portais de notícias…aqui o blog é recente, só aberto depois do hype que ainda […]

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