São Rosas Senhor, São Rosas

Sep 13

Entre espinhos

Tenho assistido, nos últimos dias e com alguma estupefacção, como algumas espécies menores do reino vegetal têm sofrido uma metamorfose.

Digo menores porque estas plantinhas possuem certas características morfológicas, capazes de causar incómodo e dor física, que nos afastam delas.

Digo-me estupefacto não porque não estivesse à espera da metamorfose, mas porque uma transformação destas sempre impressiona.

No entanto, esta espécie de renascimento a que foram sujeitos estes vegetais faz mais sentido do que poderia parecer à primeira vista porque se tornaram rosas.

Ora, é sabido que a rosa, planta possuidora de uma beleza inigualável, que inebria para além da visão o nosso olfacto, nos presenteia também com uns mortíferos (permitam-me o exagero) espinhos.

Assim, a transformação destas tais plantitas de que vos falo foi, afinal, apenas parcial. Mudaram de aspecto, cheiram melhor, mas continuam a dar ferroadas, neste campo com uma única diferença: as picadelas são, agora, traiçoeiras e fruto de um completo e total logro.

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